Eúde Trindade

eudetrindade@gmail.com


O prefeito de Salvador, João Henrique (PMDB), garantiu que não há nenhuma ação planejada para publicar decretos e tornar de utilidade pública a área onde está instalado o Bairro da Paz, acrescentando que esta cogitação sequer seria possivel pois aquele bairro pertence ao patrimônio municipal. O prefeito fez a afirmação em um momento em que os moradores do Bairro da Paz, temerosos sobre uma possivel desapropriação daquela área situada na Avenida Paralela, cobram uma audiência com João para tratar do assunto. De acordo com o chefe da Casa Civil João Cavalcanti “existe na Prefeitura um projeto que beneficiará os moradores do Bairro da Paz, que terão os titulos de propriedade dos terrenos referentes aos locais onde estão instaladas suas residências, regularizando assim a situação fundária. Os moradores podem ficar tranquilos. Não existe nenhum decreto que desapropria a área como de utilidade pública. Isto não invalida intervenções dos Poderes Públicos no local, como saneamento urbano, vias públicas e iluminação”, informou . A Linha Viva, informa Cavalcanti, não passará pelo local onde vivem cerca de 60 mil pessoas no Bairo da Paz.


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“A gente tem o melhor futebol do mundo e temos uma torcida que deixa de comer e vestir para comprar ingresso”, Rodrigo Tardio, produtor esportivo da TVE




Rodrigo Tardio vê com otimismo a possibilidade de uma Copa do Mundo no Brasil


Sueli Lopo

suelilopo@oi.com.br


Estamos em tempos de Copa do Mundo na África do Sul e preparação do Brasil para sediar o evento em 2014. O clima de torcida em terras tupiniquins deixa ainda mais em evidência o porquê de ser chamada “o país do futebol”. Seja para os torcedores mais fervorosos ou os de final de Copa, o jogo dos onze contra onze move emoções, a economia, a política e se faz presente em diversas ocasiões.


O produtor esportivo da TV Educativa da Bahia (TVE), Rodrigo Tardio, diz que o futebol é uma válvula de escape para um povo sofrido como o brasileiro. “A gente tem o melhor futebol do mundo e temos uma torcida que deixa de comer e vestir para comprar ingresso”, sinaliza Tardio. Segundo o site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) o Campeonato Brasileiro Série A do ano passado, pontuou uma média de 17 mil 807 pessoas por jogo. Em um total de 30 partidas foram arrecadados aproximadamente 126 milhões de reais.


Para o universitário Daniel Barbosa, tricolor baiano, o futebol se tornou uma questão cultural, sem um motivo que lhe pareça concreto para mover tanta paixão. “É ótimo ir ao estádio e depois beber, resenhar e zoar com o time do amigo que perdeu. Futebol é diversão, interação e o brasileiro precisa muito disso”, defende o estudante. O esporte da Copa move relações simples do dia-a-dia, também as ações diplomáticas. Em ocasião de uma reunião de Cúpula do G8, em 2009, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, presenteou aos líderes de México, China, Índia, África do Sul e Estados Unidos com camisas da seleção brasileira. Também não é raro metáforas futebolísticas nos discursos do líder brasileiro.


Saudosista, o repórter esportivo há 13 anos, Noel Tavares, afirma que o futebol vive do passado. “Aquelas feras que traziam a beleza do esporte, a gente não encontra mais nem no Brasil, nem no mundo”, lamenta. Para Tavares os jogadores têm que demonstrar mais amor pelo esporte, pois é o motivo que move uma torcida.



Copa no Brasil - Depois de averiguar atrasos, a Fédération Internationale de Football Association (FIFA) cobrou celeridade nas obras para Copa do Mundo no Brasil. Inclusive com ameaças da perda de direitos para sediar o evento, caso os prazos para realização das obras de infra-estrutura não sejam cumpridos. Para o produtor esportivo da TVE, Rodrigo Tardio, o Brasil e Salvador conseguirão cumprir o tempo determinado, pelas cobranças da torcida e da própria FIFA. “Em 1950 não fomos campeões, acho que está na hora de Brasil sediar e vencer uma Copa,” contemporiza o produtor.


Noel Tavares questiona se a Copa deixará alguma herança efetiva para o esporte local.


A universitária, Priscila Lima, rubro-negra baiana, está ansiosa pelo evento, mas teme pelo histórico do poder público com obras de grande porte, como o metrô soteropolitano. “Existe uma palavra que os dirigentes de Salvador devem verificar no dicionário: preparação. Ao contrário do que se pensa, quatro anos passam rápido”, ironiza a torcedora. Em matéria veiculada pelo portal copa2014.org.br, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que as cidades que não cumprirem o cronograma de obras da FIFA poderão ser excluídas da Copa de 2014.


Em Salvador, os empreendimentos que envolvem a infra-estrutura do evento esportivo passam por questionamentos e entraves. As construções do metrô se arrastam desde janeiro de 2000 e uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) investiga problemas com o orçamento da obra.


O Estádio Octávio Mangabeira - a Fonte Nova, principal arena para os jogos, ainda não teve sua reforma iniciada efetivamente. Tapumes foram instalados no local, mas a reabilitação do campo esportivo espera o resultado de decisões judiciais para terem suas obras iniciadas. Ainda a falta de clareza em decretos para desapropriações em razão das construções de novas vias, na cidade, causou reações públicas e o secretário municipal de Habitação e Meio Ambiente (Sedham), Antônio Abreu, acaba de ser substituído por Paulo Damasceno.


O repórter esportivo, Noel Tavares, percebe uma falta de preparo da capital baiana. Ele questiona se os gastos feitos para realização do certame deixará alguma herança efetiva para o esporte local.




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Ida às urnas é símbolo de democracia, mas é obrigação prevista em lei

A vereadora Vânia Galvão, PT, defende o voto opcional


Sueli Lopo

suelilopo@oi.com.br


Uma das principais pautas da cena política nacional nas últimas semanas é o Ficha Limpa, iniciativa popular contendo mais de 1,5 milhão de assinaturas. Contudo, o eleitorado brasileiro convive com a obrigatoriedade do voto, tema de constantes debates. Para vereadora e segunda secretária da Mesa Diretora da Câmara de Salvador, Vânia Galvão, o ato de votar deveria ser uma manifestação natural da cidadania. “Mas infelizmente não há conscientização por parte da população que se torna alvo de políticos que, muitas vezes, se aproveitam de sua miséria na obtenção de eleitores”, relata a vereadora.


Um indicativo da pequena participação do cidadão comum nas decisões de interesse coletivo é o fato de projetos, como o Ficha Limpa, terem pouca influência na Constituição Brasileira, por exemplo. Das 10.792 leis aprovadas a partir de 1988, apenas quatro foram idealizadas pela sociedade.


O universitário Éferson Santos, 20 anos, diz que acompanha o cenário político através da imprensa. “Existe uma insatisfação popular, por isso a pouca participação nas questões políticas, mas voto obrigatório é um absurdo”, credencia o estudante.


Também a panfletista Elisa da Silva, 46 anos, foge ao dito padrão de não compromisso com questões político-partidárias no Brasil. Ela diz ter anotados nomes de todos os candidatos nos quais votou assim como acompanha as notícias sobre o desempenho dos eleitos. “Tem político que eu não voto de jeito nenhum”, declara, justificando o rigor de sua avaliação sobre o desempenho de pessoas na vida pública


A vereadora pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Vânia Galvão, relata que incentiva seu eleitorado a tomar consciência de seus direitos e a cobrá-los ao Poder Público. “Numa sociedade democrática, uma lei que parte diretamente do povo é muito importante, o Ficha Limpa pode ajudar ao eleitor conhecer em quem está votando”, defende a parlamentar.


Para apresentar uma sugestão diretamente ao Congresso, o cidadão comum deve entregar um texto acompanhado das assinaturas de 1% do eleitorado brasileiro (cerca de 1,3 milhões de pessoas). Ainda com o número do título de cada eleitor e endereço do apoiador da proposta.


Entretanto, a atendente Gabriela da Silva, 26 anos, confirma o falado desinteresse de boa parte do eleitorado brasileiro pelos assuntos de mérito público e mostra não se preocupar muito com esses temas. “Só voto para não pagar multa, votar deveria ser opcional”, afirma.


O voto obrigatório foi instituído em 1932, para garantir a participação do eleitorado, correspondente a 10% da população, na época. Havia impedimentos legais como a exclusão dos analfabetos.





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A Companhia Gente de Teatro da Bahia completa 16 anos de fundação e para comemorar seu aniversário apresenta a peça As Feministas de Muzenza – Uma Comédia Afro Baiana uma comédia hilariante e inteligente. O espetáculo é uma comédia política, escrito por Cleise Mendes e Haidil Linhares e dirigido por Luis Bandeira.


A história se passa na cidade de Muzenza, onde um grupo de mulheres se une para fazer um movimento feminista e avaliam o comportamento machista no crescimento turístico da cidade, porém encontram resistência de outras mulheres da própria comunidade que defendem os homens para desespero do Padre Alípio e do seu sacristão Francelino. Curtiu? Então não deixe de conferir. É diversão do começo ao fim!


Ficha Técnica


Texto original

Cleise Mendes e Haidil Linhares


Direção e Adaptação de texto

Luis Bandeira


Elenco

Diogo Oliveira

Cloves Oliveira

Jhoilsom Oliveira

Lázaro Machado

Orlando Martins

Paulo Nery

Raimundo Moura



O que: As feministas de Muzenza – Uma Comédia Afro Baiana
Estreia: Todo mês de maio, aos sábados e domingos

Local: Borges dos Reis, nº 9, Teatro SESI, Rio Vermelho
Quanto: R$ 20 inteira, R$ 10 meia. Ingressos no local a partir das 14h

Classificação: 14 anos
Realização: Cia Gente de Teatro da Bahia


Contatos

Eúde Trindade
Assessor de Imprensa
Email: eu.jornalista@hotmail.com
Twitter: www.twitter.com/ciagtbahia
Blog: www.ciagtbahia.blogspot.com
Tel.: (71) 9981-0578|8704-0064


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Os complexos habitacionais Cajazeira, com cerca de 600 mil moradores, apesar de alguns problemas crônicos, como falta de segurança, redes de hospital e de ensino adequadas e um sistema de transporte ainda considerado precário por parte da população, foi “eleito” no último pleito como a menina dos olhos dos candidatos proporcionais (vereadores) como majoritários (prefeito e vice).


Muito provavelmente ali se concentrou boa parte dos políticos que assumirão seus mandatos em janeiro de 2009, embora, por seu gigantesco eleitorado (mais de 400 mil) não se pode especificar quais novos vereadores saíram de lá já com a eleição garantida.


No mapa eleitoral do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) esses números ainda estão dispersos.


Entretanto, há como assegurar que o prefeito reeleito João Henrique derrotou seu adversário Walter Pinheiro no segundo turno naquela ampla comunidade. Isso porque, baseado no mapa do TRE, João venceu nas 20 zonas eleitorais de Salvador.


O grande embate entre os prefeituráveis do PMDB e do PT se deu, na segunda rodada eleitoral, voltado mais especificamente em direção a dois pontos da cidade: Cajazeiras e o Subúrbio Ferroviário.


São áreas densamente populacionais e que, apesar de sua importância estratégica para capital, carecem – e muito – dos serviços públicos de, pelo menos, razoável qualidade.


Daí a preocupação de João Henrique de expor, durante a propaganda eleitoral, a preocupação de mostrar obras ali realizadas, sobretudo os chamados banhos de luz e de asfalto, reformar e inaugurar praças e a discussão direta com os moradores sobre as suas necessidades mais urgentes.


Walter Pinheiro, por sua vez, criticou as ações da prefeitura em Cajazeiras afirmando que os serviços ali realizados eram insuficientes em função da alta concentração população na área. Pinheiro prometeu a construção de novos hospitais e postos de saúde, inclusive maternidade, mostrando as vantagens de se votar num candidato que tinha ligações mais diretas com o governador Jaques Wagner e o presidente Inácio Lula da Silva.


Politicamente, como não poderia deixar às eleições, Cajazeiras e todo o seu entorno são, digamos, um apetitoso prato para candidatos – em todos os níveis.


Mas a realidade mostra que, passadas às eleições, a localidade permanece sem dispor dos instrumentos básicos que venham a contribuir para uma melhor qualidade de vida dos seus moradores.

Sueli Lopo


Foto: aqueimaroupa.com.br


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